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terça-feira, 9 de março de 2010

... E o calo não se cala!

Ter saudade do que poderia ter feito, e não fez!
Sensação que não se completa e nem satifaz...
Incrível sensação do que não foi
Neste aspecto, é a receita de ter uma vida morna...
Será? Exagero? Não se sabe. Não se passou pela vida inteira
Muito menos 90 anos de observação

A solução...Há! A solução?
Há quem tema em tê-la
Conselho dado, o olhar no quintal da vizinha...
Como é fácil!
Parece simples e soa como clichê: "Coloque a cara para bater"

Se só soasse, mas suo também
... Mas tudo tem seu tempo, e deve ter
Penso que ninguém devia ter a solução, pois está claro que o mesmo não vai usá-la!
...
Está pensando a mesma coisa do que eu?
Pois bem, vai passá-la para alguém
Vender quem sabe?
Pagando bem que mal tem!?


Pois é: "O que é que faço?"
Pois fazer ou não fazer não é a questão
Há quando salva sua vida, há quando passa por triz,
há quando se faz uma trinca...
Trinca que não se ajeita e nem se cura com um remendo
Uma casa velha ou uma rocha fria em atrito
Não adianta!
As duas não sofrem, mas contam histórias do que se passou

Sem janela, de cara para o vento
Sem lenço e sem documento
Foto em papel machê ou em papel filme que todos possam ver
Além e através de você
No bolso, o mesmo primeiro bilhete de amor escrito a lápis,
que nunca se apagou...
E de nada adiantou...
É só não ter a cada velha esquina saudosa uma nova frustração
Todo mundo quer, pelo menos alguma hora, voltar para o colo da mãe

Invejo quem grita, mas acredito na força do silêncio


André DeMarco

Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade.
Sugerir emoções por meio de uma linguagem

Um comentário:

Giselle S. disse...

Ah... a vida morna... seria dos fracos? Não sei, por comodismo talvez... essa vida morna, do chove mas não molha, de não viver e deixar a vida passar...

Ter soluções prévias, controlar o descontrole da vida... e é isso que nos impulsiona ao doce e temeroso desconhecido... viver é mergulhar por ai, sem saber o que os olhos poderão enxergar... águas turvas? tranquilas, gente ribeirinha? cardumes coloridos, ou água? só água? só?!

Não! Não quero entender tudo o que foi escrito. Nem é pra isso que ele existe. Poesia que se preze tem por objetivo tocar na sua alma e você que se vire em saber o que fazer com essa sensação...

Queria dialogar com essas palavras que estão plasmadas nas paredes do meu quarto. É como se elas tivessem vida, sons, formas, e pudessem dialogar com o que penso enquanto lido com tudo isso...

Ah, mas sabe de uma coisa! Ao invés de verbalizar o não dito, vou escutar o silêncio que enche meus ouvidos!

**Valeu Andrézinho, meu orgulho é ter vc como amigo, nunca se esqueça!!**

É tempo de decolarr! :D