Sensação que não se completa e nem satifaz...
Incrível sensação do que não foi
Neste aspecto, é a receita de ter uma vida morna...
Será? Exagero? Não se sabe. Não se passou pela vida inteira
Muito menos 90 anos de observação
A solução...Há! A solução?
Há quem tema em tê-la
Conselho dado, o olhar no quintal da vizinha...
Como é fácil!
Parece simples e soa como clichê: "Coloque a cara para bater"
Se só soasse, mas suo também
... Mas tudo tem seu tempo, e deve ter
Penso que ninguém devia ter a solução, pois está claro que o mesmo não vai usá-la!
...
Está pensando a mesma coisa do que eu?
Vender quem sabe?
Pagando bem que mal tem!?
Pois é: "O que é que faço?"
Pois fazer ou não fazer não é a questão
Há quando salva sua vida, há quando passa por triz,
Trinca que não se ajeita e nem se cura com um remendo
Uma casa velha ou uma rocha fria em atrito
Não adianta!
As duas não sofrem, mas contam histórias do que se passou
Sem janela, de cara para o vento
Sem lenço e sem documento
Foto em papel machê ou em papel filme que todos possam ver
Além e através de você
No bolso, o mesmo primeiro bilhete de amor escrito a lápis,
E de nada adiantou...
É só não ter a cada velha esquina saudosa uma nova frustração
Todo mundo quer, pelo menos alguma hora, voltar para o colo da mãe
Invejo quem grita, mas acredito na força do silêncio
André DeMarco
Poesia: Caráter do que emociona, toca a sensibilidade.




